Existe algo especial no amor. Ele traz uma nova esperança ao amanhecer. Talvez seja todo o encantamento que sentimos pelo ser amado e se tivermos sorte, pelo emoção de sermos amados também.
Quando encontramos alguém tão especial a primeira idéia que vem a nossa cabeça é: É nossa metade! Por quanto tempo vivemos nesta busca? Algumas vezes a vida inteira sem nunca encontrar esta tal de metade que fomos ensinados a acreditar. Vivermos quase 1 século pela metade seria muito cruel por isto sou um tanto quanto descrente deste termo. Viver pela metade não é viver. É vagar.
E o amor é tão imenso, tão puro que não aceita vidas pela metade. Ele aceita entrar naquele coração que já não cabe mais em si. Que deseja transbordar e espalhar sua luz.
Além disto, o amor é livre. Precisa se sentir livre. Quando ele entra em contato com algum coração que não está pronto, ele sofre. Porque existe uma questão forte de possuir que vem com tudo que nos foi ensinado. Afinal, se somos metade como poderemos abrir mão de não termos mais aquela outra parte que sonhamos tanto obter?
Amar alguém não deve jamais caminhar com a palavra possuir. Amar alguém é poder olhar para a outra pessoa e enxergar a si mesmo. Perceber toda sua humildade, toda sua imensidão, toda sua liberdade, todos seus limites.
Entender que o amor está morando ali porque encontrou um abrigo, um canto onde ele possa descansar sem guerras, disputas, que achou e um parceiro para transformação.
Amar alguém é dormir lagarta e acordar borboleta.
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