segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Este amor é um bichinho indócil...

O amor é um bicho livre... não é? Não adianta querermos colocá-lo dentro de nossa jaula de esperanças. Ele vai sofrer e morrer. E quando ele chegar mesmo que o coração fique com medo de senti-lo se estivermos prontos e formos dignos dele... ah... ele vai chegar e nos carregar para a vida.
Nada mais gostoso como sentir o amor nas veias e poder beber do seu vinho. Mesmo que no final não dure para sempre.

Adoro este trecho do livro do Paulo Coelho. Vai de encontro com o que sinto e penso sobre este bichinho indócil..
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Quando o amor chamar, aceitem seu chamado, mesmo que o caminho seja duro, difícil.

E quando suas asas se abrirem, entreguem-se, mesmo que a espada que está ali escondida termine provocando ferimentos.

E quando o amor disser algo, acreditem, mesmo que sua voz destrua seus sonhos, como o vento do norte devasta os jardins.

Porque o amor glorifica e crucifica. Faz crescer os ramos, e os poda. Tritura os homens, até que estejam flexíveis e dóceis. Os queima em fogo divino, para que possam converter-se em um pão sagrado, que será consumido no banquete de Deus.

Entretanto, se tiverem medo, e quiserem encontrar no amor apenas a paz e o prazer, melhor que se afastem de sua porta, e procurem outro mundo, onde poderão rir, mas sem toda alegria, e poderão chorar, mas sem usar todas as lágrimas.

O amor não dá nada e não pede nada além de si mesmo. O amor não possui nem é possuído – porque ele se basta.

E não tentem dirigir o seu curso: porque se o amor achar que são dignos, ele os dirigirá até onde devem chegar.

“Cartas de Amor do Profeta”, Ed. Ediouro

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